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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Audiência Pública-Dia do Autista 2011


Autismo

AUTISMO- alteração "cerebral" e/ou "comportamental" que afeta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.
Conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afetivas com o meio.
A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolalia (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal, entre outros.

Mais sobre a SA

Síndrome de Asperger, também chamada "Desordem de Asperger", é uma categoria relativamente nova de desordem de desenvolvimento. O termo entrou em uso geral nos últimos 15 anos. Embora um grupo de crianças com esse quadro clínico tenha sido descrito originalmente, de uma forma muito acurada, na década de 1940 por um pediatra vienense, Hans Asperger, a síndrome de Asperger foi oficialmente reconhecida no "Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Desordens Mentais" pela primeira vez na quarta edição, publicada em 1994.

Síndrome de Asperger é o termo aplicado ao mais suave e de alta funcionalidade daquilo que é conhecido como o espectro dos Transtornos Invasivos (presentes e perceptíveis a todo tempo) do desenvolvimento (ou espectro de autismo). Como todas as condições ao longo do espectro, parece representar uma desordem de desenvolvimento neurologicamente fundamentada, muito freqüentemente de causa desconhecida, na qual há desvios e anormalidades em três áreas do desenvolvimento: relacionamento social, uso da linguagem para a comunicação e certas características de comportamento e estilo envolvendo características repetitivas ou perseverativas sobre um número limitado, porém intenso , de interesses . É a presença dessas três categorias de disfunção, que pode variar de relativamente amena a severa, que clinicamente define todos os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, de SA até o autismo clássico.
Todos os estudos concordam que a síndrome de Asperger é muito mais comum em rapazes que em garotas. A razão para isso é desconhecida. SA é muito comumente associada com outros tipos de diagnóstico, novamente por razões desconhecidas, incluindo: "tics" como a desordem de Tourette, problemas de atenção e problemas de humor, como depressão e ansiedade.
Em alguns casos há um claro componente genético, onde um dos pais (normalmente o pai) mostra ou o quadro SA completo ou pelo menos alguns dos traços associados ao SA; fatores genéticos parecem ser mais comuns em SA que no autismo clássico. Traços de temperamento como ter interesses intensos e limitados, estilo rígido ou compulsivo e desajustamento social ou timidez também parecem ser mais comuns, sozinhos ou combinados, em parentes de crianças SA.

Algumas vezes haverá história positiva de autismo em parentes, reforçando a impressão de que SA e autismo sejam às vezes condições relacionadas. Outros estudos têm demonstrado taxa relativamente alta de depressão, uni ou bipolar, em parentes de crianças com SA, sugerindo relação genética pelo menos em alguns casos. Parece que, como no autismo, o quadro clínico seja provavelmente influenciado por muitos fatores, inclusive genéticos, de modo que não há uma causa única identificável na maioria dos casos.

Definindo a Síndrome de Asperger (SA)

Definição:

O novo critério DSM-4 para diagnóstico de SA, com os critérios oriundos do diagnóstico do autismo, incluem a presença de:

Prejuízo qualitativo na interação social, envolvendo alguns ou todos dentre:

Prejuízo no comportamento não-verbal p/ regular à falha no desenvolvimento de relações com seus pares em idade;

Falta de interesse espontâneo em dividir experiências com outros;

Falta de reciprocidade emocional ou social.

Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades envolvendo:

- Preocupação com um ou mais padrões de interesse restritos e estereotipados; - Inflexibilidade a rotinas e rituais não-funcionais específicos;

- Maneirismos motores estereotipados ou repetitivos, ou preocupação com partes de objetos. Estes comportamentos precisam ser suficientes para interferir significativamente com funções sociais ou outras áreas.

Além disso, é necessário não haver atraso significativo nas funções cognitivas gerais,

Auto-ajuda/características adaptativas, interesse no ambiente ou desenvolvimento geral da linguagem.

Cristopher Gillberg, um médico sueco que estudou SA extensivamente, propõe seis critérios para o diagnóstico, elaborado sobre os critérios DSM-4. Seus seis critérios capturam o estilo único dessas crianças e incluem:

1. Isolamento social, com extremo egocentrismo, que pode incluir:
Falta de habilidade para interagir com seus pares.
Falta de desejo de interagir.
Apreciação pobre da trança social.
Respostas socialmente impróprias.

2. Interesses e preocupações limitadas:
Mais rotinas que memorizações.
Relativa exclusividade de interesses - aderência repetitiva.
Rotinas e rituais repetitivos, que podem ser:
Auto-impostos.
Impostos por outros.

3. Peculiaridades de fala e linguagem, como:
Possível atraso inicial de desenvolvimento, não detectado consistentemente.
Linguagem expressiva superficialmente perfeita.
Prosódia ímpar, características peculiares de voz.
Compreensão diferente, incluindo interpretação errada de significados literais ou implícitos.

4. Problemas na comunicação não-verbal, como:
Uso limitado de gestos
Linguagem corporal desajeitada.
Expressões faciais limitadas ou impróprias
Olhar fixo peculiar
Dificuldade de ajuste a proximidade física

5. Desajeitamento motor:
Pode não fazer necessariamente parte do quadro em todos os casos.
Características clínicas.

Sugestões Escolares para Profesores de SA

As rotinas de classe devem ser mantidas tão consistentes, estruturadas e previsíveis quanto possível. Crianças com SA não gostam de surpresas.

Regras devem ser aplicadas cuidadosamente. É útil expressar as regras e linhas-mestras claramente, de preferência por escrito, embora devam ser aplicadas com alguma flexibilidade.

A criança aprenderá melhor quando a área de alto interesse pessoal estiver na agenda. Os professores podem conectar criativamente as áreas de interesse ao processo de ensino.

Muitos estudantes com SA respondem bem a estímulos visuais: esquemas, mapas, listas, figuras, etc. Sob esse aspecto são muito parecidas com crianças com PDD e autismo.

Em geral, tentar ensinar baseado no concreto.

Evitar linguagem que possa ser interpretada erroneamente por crianças SA, como sarcasmo, linguagem figurada confusa, figuras de linguagem, etc.

Ensino explícito e didático de estratégias pode ser muito útil para ajudar a criança a ganhar eficiência em "funções executivas" como organização e habilidades de estudo.

Tentar evitar luta de forças. Essas crianças freqüentemente não entendem demonstrações rígidas de autoridade ou raiva e irão eles próprios tornar-se mais rígidos e teimosos se forçados.

A principal área de atenção à medida que a criança se move através da escola é a promoção de uma interação social mais apropriada, ajudando esta criança a atingir uma melhor sociabilidade. Treinamento formal e didático em habilidades sociais pode ser feito tanto em sala de aula quanto em ação mais individualizada.

É muitas vezes útil usar uma abordagem onde a criança é juntada com outra para absorver alguns encontros estruturados.

Encorajar amizades e reduzir a estimatização.

Deve ser feito esforço para ajudar outros estudantes a entender melhor a criança SA, de modo a obter tolerância e aceitação.

Os professores podem tirar vantagem das fortes habilidades acadêmicas que muitas crianças SA têm para ajudá-los a ganhar aceitação de seus pares. É muito útil se a criança SA tem a oportunidade de ajudar outras crianças às vezes.


Os professores devem ficar atentos para o potencial de problemas de humor, como ansiedade e depressão, particularmente em crianças mais velhas com SA. Embora muitas crianças com SA sejam conduzidas sem medicação e a medicação não cura nenhum dos sintomas principais, existem situações específicas onde a medicação pode ocasionalmente ser útil. Medicação com antidepressivo (por exemplo, Imipriamine ou uma das novas drogas serotonergicas como Fluoxetine) pode ser indica se problemas de humor interferirem significativamente com o funcionamento da criança.

Tentando dar um ensino adequado e um plano de administração na escola, é freqüentemente útil que pessoal de apoio e os pais trabalhem juntos, uma vez que os pais estão mais familiarizados com o que ocorreu no passado para uma dada criança. Também é útil colocar tantos detalhes quanto for possível no Plano de Educação Individual, de modo que o progresso posa ser monitorado e reaproveitado de ano para ano.

Ás vezes será útil a ajuda de um conselheiro.Profissional familiarizado no trato de crianças com a síndrome de Asperger entre outros, como psicólogos, médicos, etc.Em casos complexos a orientação de uma equipe sempre é recomendável.

Principais Dificuldades de Aprendizagem

Dislexia: “É um distúrbio específico da linguagem de origem constitucional caracterizado pela dificuldade em decodificar palavras simples. Mostra uma insuficiência no processo fonológico [...] A dislexia é apresentada em várias formas de linguagem, freqüentemente incluídos problemas de leitura, em aquisição e capacidade de escrever e soletrar.” (INTERNATIONAL DYSLEXIA ASSOCIATION, 1994 apud ABD).

Dispraxia: “Dificuldade na planificação motora, cujo impacto se reflete na capacidade de um indivíduo coordenar adequadamente os movimentos corporais” (NCLD, 1997, apud BIBLIOTECA DIGITAL);

Disgrafia: “Dificuldade na escrita. Os problemas podem estar relacionados com o componente grafomotor (padrão motor) da escrita (forma das letras, espaço entre palavras, pressão do traço), com a soletração e com a produção de textos escritos.” (NCLD, 1997, apud BIBLIOTECA DIGITAL);

Discalculia: “Dificuldade na realização de cálculos matemáticos” (HALLAHAN, KAUFFMAN e LOYD, 1999, apud BIBLIOTECA DIGITAL);

Dificuldade no processamento auditivo: Dificuldade na “capacidade para perceber as diferenças entre os sons da fala e para seqüênciá-los em palavras escritas; é um componente essencial no que diz respeito ao uso correto da linguagem e à decodificação da leitura” (NCLD, 1997, apud, BIBLIOTECA DIGITAL);

Dificuldade na percepção visual: Dificuldade na “capacidade para observar pormenores importantes e dar significado ao que é visto; é um componente crítico no processo de leitura e escrita” (NCLD, 1997, apud, BIBLIOTECA DIGITAL);

Transtorno do Deficit de atenção (TDA) com ou sem hiperatividade: “Caracterizada por freqüentes estados de desatenção, de impulsividade e, geralmente, por um excesso de atividade motora (hiperatividade) que podem interferir com a capacidade do indivíduo para a aprendizagem; pode ocorrer concomitantemente com outras DA. ” (NCLD, 1997, apud, BIBLIOTECA DIGITAL).

Diagnóstico de Autismo

Classificação Internacional de Doenças (CID-10) publicada pela Organização Mundial de Saúde
(WHO - World Health Organization)
CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DO AUTISMO (CID-10) (WHO 1992)


Pelo menos 8 dos 16 itens especificados devem ser satisfeitos.
a. Lesão marcante na interação social recíproca, manifestada por pelo menos três dos próximos cinco itens:

1. dificuldade em usar adequadamente o contato ocular, expressão facial, gestos e postura corporal para lidar com a interação social.

2. dificuldade no desenvolvimento de relações de companheirismo.

3. raramente procura conforto ou afeição em outras pessoas em tempos de tensão ou ansiedade, e/ou oferece conforto ou afeição a
outras pessoas que apresentem ansiedade ou infelicidade.

4. ausência de compartilhamento de satisfação com relação a ter prazer com a felicidade de outras pessoas e/ou de procura espontânea
em compartilhar suas próprias satisfações através de envolvimento com outras pessoas.

5. falta de reciprocidade social e emocional.

b. Marcante lesão na comunicação:

1. ausência de uso social de quaisquer habilidades de linguagem existentes.

2. diminuição de ações imaginativas e de imitação social.

3. pouca sincronia e ausência de reciprocidade em diálogos.

4. pouca flexibilidade na expressão de linguagem e relativa falta de criatividade e imaginação em processos mentais.

5. ausência de resposta emocional a ações verbais e não-verbais de outras pessoas.

6. pouca utilização das variações na cadência ou ênfase para refletir a modulação comunicativa.

7. ausência de gestos para enfatizar ou facilitar a compreensão na comunicação oral.

c. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados
por pelo menos dois dos próximos
seis itens:

1. obsessão por padrões estereotipados e restritos de interesse.

2. apego específico a objetos incomuns.

3. fidelidade aparentemente compulsiva a rotinas ou rituais não funcionais específicos.

4. hábitos motores estereotipados e repetitivos.

5. obsessão por elementos não funcionais ou objetos parciais do material de recreação.

6. ansiedade com relação a mudanças em pequenos detalhes não funcionais do ambiente.

d. Anormalidades de desenvolvimento devem ter sido notadas nos primeiros três anos para que o diagnóstico seja feito.